Dados do financiamento
Resumo executivo
vs PRICE em juros
Análise de renda
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Faixas de referência:
Imóveis e financiamento
Compare SAC e PRICE, calcule economia de juros, comprometimento de renda e estrutura completa do financiamento. Decisão financeira clara em segundos.
Estimativa educacional. Consulte seu banco para condições reais, seguros, tarifas e CET.
vs PRICE em juros
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Faixas de referência:
Comprar a casa própria é um dos maiores projetos financeiros da vida de muitas famílias brasileiras. O financiamento imobiliário transforma esse sonho em parcelas mensais, mas exige planejamento cuidadoso: escolher entre SAC e PRICE, definir a entrada, usar o FGTS com inteligência e garantir que a renda comporta o compromisso. Este guia explica cada peça desse quebra-cabeça para você tomar decisões informadas antes de assinar o contrato.
O financiamento imobiliário é um empréstimo de longo prazo concedido por bancos ou agentes financeiros para a aquisição de imóvel residencial ou comercial. O imóvel fica em garantia (alienação fiduciária) até a quitação. O mutuário paga prestações mensais compostas por amortização do principal e juros, calculados conforme o sistema escolhido — SAC ou PRICE — e a taxa contratada.
No Brasil, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) regula boa parte dos contratos residenciais, com limites de valor, prazo e uso do FGTS. Instituições como Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil oferecem simulações próprias, mas entender a matemática por trás das parcelas evita surpresas e permite comparar propostas de forma objetiva.
No SAC, a amortização do saldo devedor é igual em todas as parcelas. Como o saldo diminui mês a mês, os juros — calculados sobre o saldo remanescente — também caem. Resultado: parcelas decrescentes ao longo do prazo. A primeira prestação é a mais alta; a última, a mais baixa.
Exemplo simplificado: financiando R$ 300.000 em 360 meses, a amortização mensal é R$ 833,33. Se a taxa mensal equivalente for 0,84%, os juros iniciais somam cerca de R$ 2.520, totalizando parcela inicial próxima de R$ 3.353. No último mês, os juros incidem sobre pouco saldo, e a parcela cai substancialmente.
A vantagem principal do SAC é o menor custo total de juros em comparação ao PRICE, porque o principal é quitado mais rapidamente. A desvantagem é a parcela inicial mais pesada, exigindo renda familiar maior para aprovação e conforto no orçamento.
No PRICE (ou Tabela Price), as parcelas são fixas do início ao fim. Nos primeiros anos, a maior parte da prestação corresponde a juros; a amortização cresce gradualmente. Isso facilita o planejamento: você sabe exatamente quanto pagará todo mês, sem oscilações.
Para o mesmo valor financiado, prazo e taxa, o PRICE costuma resultar em maior custo total porque mantém saldo devedor elevado por mais tempo. Porém, a parcela inicial é menor que no SAC — o que pode ser decisivo para famílias com renda limitada ou que preferem previsibilidade absoluta.
Escolher PRICE não é "errado": em mercados com inflação elevada e renda estável, parcelas fixas nominais podem parecer mais confortáveis. Ainda assim, do ponto de vista puramente financeiro, o SAC economiza juros na grande maioria dos cenários.
A entrada reduz diretamente o valor financiado. Quanto maior a entrada, menor o LTV (Loan to Value, ou percentual financiado do imóvel), menor o risco para o banco e, frequentemente, melhores condições de taxa. Entradas de 20% a 30% são comuns; abaixo de 20%, alguns bancos exigem seguros adicionais ou limitam o perfil de aprovados.
Além do dinheiro próprio, a entrada pode incluir recursos do FGTS, doações, permuta ou financiamento complementar (como consórcio quitado). O importante é que a soma entrada + FGTS + valor financiado feche o preço total do imóvel, descontadas despesas cartoriais e ITBI, que geralmente ficam à parte.
Planeje a entrada como reserva de emergência: não esgote todo o patrimônio líquido. Manter seis a doze meses de despesas guardados evita inadimplência se houver imprevisto de emprego ou saúde.
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser usado na compra da casa própria de formas distintas: abater a entrada, amortizar o saldo devedor ou pagar até 80% de até 12 prestações consecutivas em situações específicas. O trabalhador deve ter pelo menos três anos sob o regime do FGTS (não necessariamente consecutivos no mesmo emprego) e o imóvel deve estar dentro dos limites do SFH.
Usar FGTS na entrada é estratégico: cada real aplicado reduz o principal financiado e, portanto, todos os juros futuros sobre aquele montante. Amortizar saldo com FGTS a cada dois anos também é permitido, acelerando a quitação. Consulte as regras atualizadas da Caixa ou do seu agente financeiro antes de movimentar o saldo.
A taxa de juros anual do contrato não conta a história completa. O CET (Custo Efetivo Total) inclui juros, tarifas de avaliação, seguros obrigatórios (morte e invalidez, danos físicos ao imóvel), registro em cartório e outras despesas financeiras, expressos em percentual anual. Dois bancos podem oferecer a mesma taxa nominal, mas CETs diferentes por causa de seguros ou tarifas.
Na hora de comparar propostas, ordene pelo CET e não apenas pela taxa de juros. Simuladores educacionais como este calculam juros e amortização; o CET exato depende dos encargos que o banco incluir no seu contrato específico.
Amortização extraordinária é o pagamento antecipado de parte do saldo devedor, além das parcelas regulares. O mutuário escolhe entre reduzir o prazo (mantendo a parcela) ou reduzir a parcela (mantendo o prazo). Reduzir prazo economiza mais juros no total, porque elimina meses inteiros de incidência sobre o saldo.
Amortizar vale a pena quando a taxa do financiamento supera o retorno líquido que você obteria aplicando o mesmo valor. Se você pagaria 10% ao ano no contrato e sua reserva rende 12% líquidos com liquidez, pode fazer sentido investir — mas considere risco e volatilidade. Na prática, quitar dívida cara traz "retorno garantido" equivalente à taxa do empréstimo.
Use nosso simulador de amortização para estimar economia de juros e meses eliminados ao aplicar um valor extra ou FGTS no saldo.
Bancos analisam a capacidade de pagamento somando rendas comprovadas da família e aplicando um limite de comprometimento — tradicionalmente até 30% da renda bruta para a parcela do imóvel, embora políticas internas variem. Some salários, pensões, aluguéis declarados e outras fontes aceitas pelo agente financeiro.
Se a parcela inicial estimada é R$ 3.600, a renda mínima recomendada fica em torno de R$ 12.000 (3.600 ÷ 0,30). Comprometer mais de 30% aumenta o risco de inadimplência e reduz margem para outras despesas: condomínio, IPTU, manutenção, escola dos filhos.
Lembre-se: bancos usam a parcela inicial no SAC (maior) ou a parcela fixa no PRICE para análise de crédito. Informar a renda familiar no simulador permite ver imediatamente se o cenário é compatível ou se exige maior entrada, prazo mais longo ou imóvel de valor menor.
O LTV indica qual percentual do valor do imóvel está sendo financiado. Imóvel de R$ 500.000 com financiamento de R$ 350.000 tem LTV de 70%. Quanto menor o LTV, mais "pagou à vista" indiretamente via entrada e FGTS, e menor tende a ser o custo total de juros.
Financiar 80% ou mais pode ser possível, mas exige renda robusta e aceitação de risco cambial/taxa em contratos indexados. Avalie também o custo de oportunidade: dinheiro imobilizado na entrada poderia render em investimentos, mas a dívida imobiliária tem custo certo.
A taxa que você informa no simulador é a taxa nominal anual, convertida para taxa mensal equivalente pela fórmula composta (1 + i_anual)^(1/12) − 1. Contratos reais podem usar TR, IPCA ou taxa prefixada. Indexadores protegem o banco da inflação, mas tornam o planejamento menos previsível: a parcela pode subir quando o índice acelera.
Compare sempre propostas na mesma base: mesmo prazo, mesmo sistema (SAC ou PRICE), mesma composição de renda. Peça o CET por escrito e verifique se seguros estão embutidos ou opcionais. Um desconto aparente na taxa pode ser compensado por tarifas administrativas elevadas.
Financiamentos habitacionais costumam exigir seguro de morte e invalidez permanente (MIP) e seguro de danos físicos ao imóvel (DFI). Esses valores entram no CET e podem representar centenas de reais mensais, especialmente para mutuários mais velhos no MIP. Condomínio, IPTU, manutenção e reformas não entram na parcela bancária, mas consomem renda — inclua-os no orçamento familiar.
ITBI e registro em cartório são despesas de aquisição, normalmente pagas à vista ou com recursos próprios. Não confunda valor financiado com custo total de aquisição: o desembolso inicial pode ser significativamente maior que a entrada declarada.
Perfil conservador com renda estável pode preferir PRICE pela previsibilidade. Perfil que busca minimizar custo total e aceita parcela inicial mais alta tende ao SAC. Famílias com expectativa de aumento de renda — promoção, segundo titular entrando no mercado — podem absorber melhor o SAC, já que parcelas futuras caem enquanto a renda sobe.
Outro fator é liquidez: reservar três a seis meses de parcelas em emergência reduz risco de atraso. Se a renda está no limite dos 30%, considere imóvel de menor valor, entrada maior ou prazo mais longo — sabendo que prazo maior aumenta juros totais.
Bancos exigem comprovação de renda, certidões, avaliação do imóvel e análise de score de crédito. Renda informal pode ser aceita em alguns programas, mas com limites. O simulador não substitui a análise de crédito: use-o para calibrar expectativas antes da visita ao gerente.
Compradores casados em comunhão parcial de bens geralmente incluem ambos os cônjuges no contrato. Avalie também programas como Minha Casa Minha Vida ou faixas de subsídio, que alteram taxa efetiva e exigências de entrada.
Preencha valor do imóvel, entrada, FGTS, renda familiar, prazo, taxa anual e escolha SAC ou PRICE. O simulador calcula valor financiado, LTV, parcelas, juros totais, economia do SAC frente ao PRICE, comprometimento de renda e renda mínima sugerida. Os gráficos mostram como as parcelas evoluem; a tabela comparativa resume indicadores lado a lado.
Compartilhe a URL com cônjuge ou corretor para reproduzir exatamente o mesmo cenário. Exporte em PDF para anexar a uma planilha de planejamento. Para aprofundar amortizações, acesse o simulador dedicado de amortização de financiamento.
Prefira SAC se busca menor custo total e aguenta parcela inicial mais alta. Prefira PRICE se prioriza previsibilidade e parcela menor no começo.
Sim, na entrada, na amortização do saldo ou em prestações, conforme regras do SFH e elegibilidade do titular.
Divida a parcela estimada por 0,30 para obter a renda bruta mínima recomendada. Ajuste conforme outras dívidas.
Entre 20% e 30% do valor do imóvel. Quanto maior a entrada imóvel, menor o percentual financiado e os juros totais.
Custo Efetivo Total: percentual anual que inclui juros, seguros e tarifas. Compare propostas bancárias pelo CET, não só pela taxa nominal.
Geralmente sim, quando a taxa do contrato é alta. Reduzir prazo maximiza a economia de juros.
Aumente a entrada, use FGTS, escolha SAC, negocie taxa ou amortize saldo devedor com recursos extras.
Consulte as fontes primárias antes de decisões trabalhistas, tributárias ou de investimento. As simulações são educacionais.
Consulte as fontes primárias antes de decisões trabalhistas, tributárias ou de investimento. As simulações são educacionais.
Consulte as fontes primárias antes de decisões trabalhistas, tributárias ou de investimento. As simulações são educacionais.
Consulte as fontes primárias antes de decisões trabalhistas, tributárias ou de investimento. As simulações são educacionais.
Esta calculadora foi desenvolvida por Alessandro Gonçalves Apolinario, Fundador e Desenvolvedor do Simulador de Renda.
Revisão de referência: julho de 2026. Metodologia e fontes: Metodologia Editorial.
Os cálculos seguem legislação vigente, documentação oficial e dados públicos. O resultado é uma estimativa educacional e não constitui consultoria financeira, tributária ou jurídica.
Consulte as fontes primárias antes de decisões trabalhistas, tributárias ou de investimento. As simulações são educacionais.
Aprofunde o tema antes ou depois de usar a calculadora.
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